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Oxi

GHBAs primeiras informações e relatos sobre a chegada do oxi no Brasil surgiram em 2005, com a identificação da droga no Norte do país, e aos poucos ela conquistou espaço e a devida importância.

 

Apesar de ter sido apontada como uma nova droga, o oxi é considerado por especialistas como uma variação mais barata e tóxica do crack. A droga é uma mistura da pasta base de cocaína, fabricada a partir das folhas de coca, oxidada com substâncias químicas de fácil acesso. A diferença entre o crack e o oxi é que no crack são adicionados éter, acetona e bicarbonato de sódio e quando fumada libera uma fumaça branca, já no oxi, são utilizados gasolina, querosene e cal virgem e a fumaça é escura e libera uma substância oleosa.

 

Por enquanto faltam estudos científicos sobre sua ação no ser humano. Sabe-se apenas que, por causa da composição mais "suja e pesada", formada por elementos químicos agressivos, ela afeta o organismo com mais rapidez.

 

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) fez uma parceria com a universidade americana de Princeton, e está desenvolvendo uma pesquisa que avaliará o consumo de drogas no Brasil, incluindo o oxi. Essa pesquisa foi encomendada pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), órgão vinculado ao Ministério da Justiça, e será o maior estudo sobre o consumo de crack no mundo. O resultado será de extrema importância para a compreensão de como a droga é produzida, seus efeitos e a qual perfil de usuário está atingindo em cada região do país.

 

Nome Científico: Oxi. A droga libera uma fumaça escura ao ser consumida e costuma deixar um resíduo marrom, semelhante ao efeito da ferrugem em metais, por isso recebeu o nome de oxi, uma abreviação de “oxidado”.

 

Nome utilizado pelos usuários: Oxi.

 

Utilização: O oxi é inalado igual ao crack e ambos seguem do pulmão diretamente para o cérebro em poucos segundos. Pode ser misturado ao cigarro comum e ao cigarro de maconha, mas geralmente, é fumado em cachimbos de fabricação caseira. A aparência é semelhante ao “crack”, ou seja, pedras pequenas de cores normalmente pardas, brancas ou amareladas.

 

Sintomas Físicos: É preciso mais estudos sobre a questão clínica do oxi, mas é fato que tem uma ação sistêmica devastadora. Foram divulgados relatos sobre alguns sintomas em usuários, tais como alterações na respiração e batimentos cardíacos, além de vômitos e diarréias; uma vez no organismo, a droga pode causar sérias lesões em diversos órgãos, além disso, os usuários estão vulneráveis a complicações devido ao princípio ativo da cocaína, tais como, o risco de infartos e acidentes vasculares cerebrais (AVE - Acidente Vascular Encefálico).

 

Na boca, o querosene e/ou a gasolina, combinados com o calor, provocam ferimentos nos lábios e na mucosa bucal além de corroerem os dentes, os danos continuam e os resíduos dos combustíveis utilizados na mistura causam ferimentos nos órgãos do sistema digestivo.
A cal virgem é corrosiva e prejudica todas as vias aéreas, podendo causar fibrose pulmonar e diversas outras doenças que alteram a função do órgão, levando a um prejuízo importante, algumas vezes irreversível e com possível conseqüência fatal, que compromete a captação de ar pelo pulmão.

 

A droga também agride o fígado e os rins, pois esses órgãos são responsáveis pelo metabolismo e excreção da droga e ficam sobrecarregados devido aos componentes tóxicos inalados. Os rins, com dificuldade de eliminar as toxinas, permitem que elas fiquem circulando no sangue, causando sintomas como náuseas, diarréia e problemas gastrointestinais, entre outros. O oxi quando misturado com bebidas alcoólicas também causa sérias lesões no fígado e outros órgãos, pois essa mistura dá origem a uma substância altamente tóxica chamada “cocaetileno”.

 

Efeitos Psicológicos: Especialistas dizem que o efeito psicológico do crack e do oxi é muito semelhante, já que ambos têm o mesmo princípio ativo, que é a pasta de cocaína. A droga age no sistema nervoso, proporcionando sensações variadas, que podem ir de prazer e alívio à angústia e paranóia; podem ocorrer também alucinações e delírios, sintomas psicóticos. De acordo com usuários, o oxi faz efeito entre sete e nove segundos a partir do momento em que é inalado. Como todas as drogas, o Oxi ativa o sistema de recompensa no cérebro, produzindo euforia e prazer momentâneo, seguidos de depressão e busca da mesma sensação com o uso novamente, o que nunca ocorre.

 

Tipos de comportamentos: Os usuários tendem a buscar níveis mais elevados de consumo da substância devido à tolerância desenvolvida com o abuso, necessitando assim, concentrações mais altas para atingirem o mesmo nível de prazer antes obtido com concentrações menores. Essa atitude reflete diretamente no comportamento dos usuários, que se tornam cada vez mais irritados, violentos e com atitudes paranóicas.

 

O comportamento do usuário de crack é muito parecido com o do oxi, mas no organismo, a droga em questão é mais letal, por causa do alto nível de toxicidade das substâncias envolvidas no seu processamento.

 

A droga proporciona sensação de excitação física e mental, tendência ao movimento e a hiperatividade. Surgem manias de grandeza, ostentação, além de uma falsa segurança e bom humor. O usuário acaba tendo uma necessidade de falar mesmo que não tenha nada a dizer e sem escutar o seu interlocutor. Tem muita dificuldade para dormir devido ao estado de excitação. Tendência à prepotência, a violência e ao exagero. Em alguns casos percebe-se estados de grande medo, perseguição e paranóia. O usuário tende a se colocar em situações de risco, ignora questões relativas à sua saúde e segurança podendo até infringir a lei para alcançar o seu objetivo, o consumo.

 

Síndrome de Abstinência: Os sintomas da síndrome de abstinência do oxi são semelhantes às do crack. Em pouquíssimos minutos surge à necessidade de inalar a fumaça de outra pedra, caso contrário inicia-se o desgaste físico, a prostração e a depressão profunda. Quando a pessoa deixa de usar cocaína, crack ou outro derivado como o oxi, ela passa por três fases. A primeira ocorre de 1 a 3 dias ocorrendo depressão, ansiedade, falta de prazer, irritabilidade e a procura pela droga. A segunda fase vem 1 à 10 semanas e consiste nos mesmos sintomas da primeira fase, mas o desejo aumenta e vem o risco de recaída. Na última fase a procura pela droga diminui, mas a depressão persiste.

 

 

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