Clínica Médica
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Os esteróides anabolizantes são uma versão sintética dos hormonio masculino testosterona que já vem sendo usados há muitos anos. Atletas só se preocupavam em combater seus rivais, nunca pararam para distinguir o "natural" do "artificial". Na antiga Grécia, muitos campeões olímpicos tinham o costume de ingerir testículos de carneiro (principal origem de testosterona).
Os africanos usam plantas desde a antiguidade para afastar a fadiga e o cansaço, os noruegueses Vikings comiam fungos para se manterem acordados e descansados para as suas batalhas e conquistas pelo alto mar. O primeiro caso moderno documentado de doping aconteceu em 1865, que usavam estimulantes afim de melhorar a sua performance na natação. No séc. XIX, de acordo com os jornalistas, os ciclistas europeus estavam se drogando com "produtos milagrosos" originados da cafeína misturados em cubos de açúcar, com a finalidade de acabar com a dor e a exaustão dos esportes. Os esteróides são conhecidos desde 1935. A sua aplicação no esporte teria começado em 1954, com os atletas russos. Seu uso foi vedado pelo COI em 1976, sendo usado com mais frequência pelos leigos.
Nome Científico: Oximetolona, metandril, donazol, fluoximetil testosterona, mesterolona, metil testosterona, o próprio hormônio Testosterona e Nandrolona.
Nome utilizado pelos usuários: Esteróides, Anabolizantes.Medicamentos: Androxona, Duratestona, Deca-Durabolina.
Status: A venda destes medicamentos do grupo terapêutico entre esteróides anabolizantes e hormônios peptídeos, determinando a maneira da comercialização, através de receita carbonada em duas vias, emitidas pelo médico responsável, além de constar o número do registro no respectivo conselho (CRM), endereço, telefone, bem como o nome e endereço do paciente.
Utilização: A função principal do anabolizante é a reposição da testosterona nos casos em que por algum motivo patológico tenha ocorrido um déficit. Atletas, treinadores físicos e mesmo médicos relatam que os anabolizantes aumentam de modo significativo a massa muscular, força e resistência. Apesar dessas afirmações, até o momento não existe nenhum estudo cientifico que comprove que essas drogas melhoram a capacidade cardiovascular, agilidade, destreza ou performance física.
Sintomas Físicos: O uso crônico de esteróides podem provocar: tremores, retenção de líquidos, dores nas juntas, calvície, hipertrofia prostática, acne, hipertensão, limitação do crescimento, aumento do colesterol, virilização nas mulheres (crescimento de pelos, engrossamento da voz, hipertrofia do clítores), ginecomastia no sexo masculino (excessivo desenvolvimento das mamas), dor de cabeça, insônia, problemas de tendões e no ligamento, além de impotência, esterilidade e diminuição da expectativa de vida. Lesões no fígado, inclusive câncer. Pessoas que usam e compartilham seringas, tem chance ainda de se contaminar com o vírus da AIDS e/ou hepatite.
Efeitos Psicológicos: O abuso de anabolizantes pode causar uma variação de humor, incluindo agressividade e raiva incontrolável. Ocorre ainda ciúme patológico, ilusões, podendo gerar uma distorção de julgamento em relação a sentimentos de invencibilidade, confiabilidade, distração, confusão mental e esquecimentos. Os atletas, sob os efeitos de anabolizantes, podem apresentar “psicose do halterofilista”, isto é, alucinações, delírios de poder, episódios paranóides (relaciona tudo o que esteja acontecendo ao seu redor a sua pessoa), comportamento motor extravagante e violência incontrolável.
Tipos de Comportamento: Por ser uma droga andrógena, causa agressividade acentuada, tremores e desenvolvimento acelerado dos músculos.
Síndrome de Abstinência: A interrupção do uso de esteróides pode conduzir a depressão e a uma profunda sensação de fraqueza.


